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Aumento no custo da cesta básica afeta farmacêuticos do Estado de São Paulo

Em fevereiro de 2025, o custo da cesta básica em São Paulo atingiu o maior valor entre as 17 capitais pesquisadas, alcançando R$ 860,53. Esse aumento de 1,02% em relação ao mês anterior reflete uma pressão crescente sobre as finanças dos trabalhadores, especialmente quando comparado com o mesmo mês de 2024, quando a alta foi de 6,45%. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Para Renata Pereira, Presidente do SINFAR/SP, “é notório que esse aumento impacta diretamente o poder de compra dos farmacêuticos. Fazemos parte da classe trabalhadora e altas nos alimentos sempre vão refletir em nossas condições de acesso; ao nosso poder de compra. Por isso, todo ano, para minimizar esses impactos, garantindo qualidade de vida para nossa categoria, lutamos por negociações justas com os patrões!”

Esse cenário traz à tona questões mais amplas sobre a capacidade do salário mínimo de atender às necessidades básicas da população. O DIEESE estima que, para que uma família de quatro pessoas tenha uma qualidade de vida adequada, o salário mínimo necessário para cobrir todas as despesas seria de R$ 7.229,32, ou seja, 4,76 vezes o valor do salário mínimo atual de R$ 1.518,00. Isso destaca uma desigualdade persistente entre os rendimentos reais e as necessidades de consumo.

Neste contexto, é fundamental que as negociações salariais entre os trabalhadores e as empresas, representadas pelo sindicato patronal, possam garantir que os reajustes contemplem não apenas a reposição da inflação, mas também a conquista de um ganho real.

Além disso, é urgente refletir sobre as condições de vida dos paulistanos e a eficácia das políticas públicas para aliviar o bolso do trabalhador!